IBC 2026: Compartilhamento de infraestrutura e TV 3.0 são prioridades, diz Leonardo Petrelli

Posted on 14/09/2026
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Presidente do Grupo RIC defende modelos de cooperação, ampliação do acesso a capital e investimentos em conectividade durante encontro realizado no IBC 2026

Durante o AERP Day, realizado no IBC 2026, o presidente do Grupo RIC, Leonardo Petrelli, apontou o compartilhamento de infraestrutura como um dos caminhos para aumentar a eficiência operacional da radiodifusão brasileira diante das transformações tecnológicas em curso. Segundo o executivo, o modelo tradicional, baseado em estruturas individuais para rádio e televisão, precisa ser reavaliado diante das demandas atuais de investimento. “A infraestrutura deixou de ser um diferencial competitivo e pode ser compartilhada para reduzir custos e acelerar a adoção de novas tecnologias”, afirmou. Petrelli também destacou a importância de ampliar o acesso a capital e de fortalecer parcerias internacionais para incorporar experiências já aplicadas em outros mercados.
Outro ponto enfatizado pelo presidente do Grupo RIC foi a relevância do conteúdo regional para a estratégia dos grupos de comunicação. De acordo com ele, a conexão com as comunidades locais continua sendo um diferencial para os radiodifusores. “A relevância dos grupos regionais está na capacidade de manter proximidade com as cidades e com os temas que impactam diretamente a população. É essa conexão que sustenta a produção de conteúdo local”, declarou. Petrelli destacou que a regionalização segue como elemento central para a construção de audiência e para a prestação de serviços de comunicação voltados às necessidades de cada mercado.
Ao abordar a DTV+ (TV 3.0), Petrelli afirmou que o Grupo RIC acompanha o desenvolvimento da nova plataforma e considera a tecnologia um passo relevante para a evolução da televisão aberta. Segundo ele, a implementação exigirá investimentos significativos em infraestrutura e a ampliação do acesso a linhas de financiamento. “A TV 3.0 exige uma nova etapa de modernização tecnológica e demanda recursos para sua implantação. Ao mesmo tempo, ela abre espaço para uma televisão mais conectada e interativa”, afirmou. O executivo acrescentou que o sucesso dessa transição dependerá não apenas dos radiodifusores, mas também da adoção de novos equipamentos pelos telespectadores e da evolução do mercado em direção a serviços cada vez mais conectados.